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:: Era Uma Vez Terça-feira, Janeiro 31, 2006...
...E então ele já havia atravessado toda aquela extensão gelada,
aquele horizonte branco que alcançava até o fim da vista, vindo
a se encontrar com o pôr-do-sol.
No meio do caminho ele havia encontrado um velho gnomo,
mercador, que lhe vendeu um mapa já carcomido da região,
indicando onde logo ele poderia encontrar comida e abrigo.
Nunca havia estado em um reino tão frio quanto aquele, a não
ser pelas montanhas dos gigantes, bem acima de onde moram
os anões.
Enquanto caminhava, se lembrava de certas coisas estranhas
que havia encontrado pelo caminho. Era a época da "Sucessão",
o trono encontraria o herdeiro do rei escolhido pelos deuses,
após provar seu valor em campanhas por regiões inóspitas.
Mas mesmo isso não justificava certas coisas, como brilhantes
chamas azuis pelo céu, entre as quais cruzavam lagartos voadores
com asas a bafejar labaredas. Ou então aquele cogumelo, no
qual descansava certa noite, e que desapareceu por completo
pela manhã. E aqueles pequenos humanóides com asas,
brilhantes, parecendo borboletas, a circundarem-no sorrindo ?
Bom, foram muitas coisas, certamente. Mas, melhor era o
rumo que tomara daqui por diante.
Nada de excursões pelo labirinto, ou trabalhar de corsário a
assaltar navios.
Ele queria ir pra longe, bem mais longe...
Para encontrar a verdade.
Mais uma vez...
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
2:56 AM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Segunda-feira, Janeiro 30, 2006...
Caminhando no castelo de minhas lembranças...
Posso ver de quantos caminhos são formados os
meandros constitutivos de minha consciência...
Milhares de cenas, milhares de momentos,
milhares de rostos e sentimentos... Tais quais
são minhas células que animam o incógnito desejo
de permanência...
Hoje compreendo aos poucos que o infinito reside
na própria percepção da existência... E sei que
o infinito existe... No tempo, no espaço, e na mente.
Foi em um destes passeios pelo castelo deste
velho "chevalier" que pude ver alguns quadros
expostos nas paredes de um corredor frio... escuro
e há muito tempo não visitado.
São imagens que me falam de sonhos perdidos, de
esperanças aposentadas, de momentos tingidos a
pincel que já perderam a cor.
Mesmo assim, olhando para aqueles quadros, pude me
lembrar de que "a alma está sempre como se acabara
de ser criada, e é mais velha que o tempo".
E o que uma senhora sábia uma vez me disse:
"a vida é feita de infinitas esperanças..."
Talvez a beleza esteja nisso, em admirar o acervo
de experiências buscando um significado.
Mas sei que um dia terei que tirar a espada da bainha,
antes que enferruge...
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
7:14 AM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Sexta-feira, Janeiro 20, 2006...
Será que existo ? Ou serei uma personificação de
um arquétipo onírico, um pensamento materializado,
sombra de sentimentos...
Se quereis me ver, a distância é finita, mas a imagem
é irreal. Posso ser visto pelas janelas da alma, neste
caso a distância é infinita, e mesmo assim será mais próximo...
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
2:11 PM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Quarta-feira, Janeiro 18, 2006...
Em meio às sombras da noite
Furtiva beleza ali jazia
Eram divinas flores
De súbita resplandescência
Florescendo noturnas pétalas...
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
10:16 PM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Domingo, Janeiro 15, 2006...
Era a essência mais pura daquele lugar, o "demi-plano".
Quero dizer, aquele mundo não era um orbe esférico, e
sim bolsões de terra acima do vazio, envolvidos por densas
névoas. Cada um deles, um condado, com algumas
povoações.
E ali cavalgava o andarilho viajante.
Seu coração e sua alma resplandeciam a mais pura bondade
e dignidade, de um lugar em que as névoas exalavam a
substância da maldade, que era a própria consciência
daquele mundo. E só não se corrompia por completo
aquele lugar por causa dele...
Deuses malignos ali jaziam por queda, os mais sórdidos
seres devotos da aberração oprimiam povos no que poderia
ser chamado de inferno vivo, mas mesmo assim ali ele
prosseguia, na esperança de libertar a terra da mácula.
Seu único amigo, um cavalo. Atrás de si, as trevas o
perseguindo, eternamente tentando o corromper, e
falhando...
No peito, a esperança, a cruz da ordem, e jade...
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
11:54 PM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Domingo, Janeiro 08, 2006...
Eis meu primeiro CD do Theatre of Tragedy,
que comprei em 1998 na Galeria da Praça 7.
Na época eu era muito fã de Paradise Lost e
Emperor (ainda sou), e fui na Cogumelo
(cuja gravadora lançou o Sepultura) e perguntei
por alguma banda que tivesse os teclados
do Emperor com as guitarras do Paradise Lost.
O cara da loja me indicou num papelzinho
Opera Nine (acho que é isso), Lacrimosa e
Theatre of Tragedy. Então fui prá Galeria.
Chegando lá, ouvi Lacrimosa, não gostei. E ainda
não gosto. Ouvi Theatre of Tragedy e agradei na
hora, e comprei. Botei pra tocar Tiamat, pra eu
conhecer, o cd "Wildhoney". Então um cara
entrou na loja na hora, parou, e disse pro vendedor
"Você devia me passar esse tipo de som pra eu
escutar!", então o vendedor respondeu pro cara:
"Você não, você é pagodeiro!!!". Eu ri pra caramba,
e levei o Wildhoney do Tiamat, e Aégis do Theatre of Tragedy.
Uns anos depois eu comprei o "Musique", mas não gostei
muito. Só as faixas "Image" (cujo clipe tenho em fita VHS),
Retrospect e a última sem nome que parece hardcore
(a Liv começa a música com um gritinho sensual).
Depois que Theatre ficou eletrônico, só ouvi basicamente
o Aégis, e acredito que o Raymond vacilou demais de ter
expulso a jóia do Theatre que era a Liv.
De qualquer maneira, Aégis, com suas letras em céltico,
latim e inglês arcaico, falando de bruxas, sereias, e deuses,
é um clássico, e que eu recomendo a todos.
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
1:42 AM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Sexta-feira, Janeiro 06, 2006...
A essência da vida está no café.
Que legal seria Bin Laden tocar piano no Minas Shopping.
Ok, let´s go:
Eu me lembro de em 1995 levar comida do Bidu (meu cão)
com vinho ou café na escola, e tocar Raimundos na caixinha
de som enquanto havia vale-tudos até desmaiar no banheiro
do colégio. "2 homens entram, 1 homem sai" o povo gritava,
que nem no Mad Max A Cúpula do Trovão.
O colégio era o Hospício São Luís Gonzaga.
A diretora, dona Arzelinda, era nazista.
Havia bombas no banheiro, cortavam o fio do sinal. Jogavam
terra na janela da diretoria, tacavam fogo nas latas de lixo,
jogavam carteiras do alto, cuspiam no teto do banheiro,
tacavam pimenta no bebedouro, colavam-se símbolos
demoníacos pelas paredes, eu jogava xadrez sozinho
(diziam que era com o demônio). Havia professores
bêbados e que assediavam as alunas gostosas, e explicavam
a matéria de uma forma erótica. Tinha a turma das
lésbicas maconheiras, um doidão que conversava com
gnomos me deu meu primeiro livro de wicca lá.
Uma vez eu trouxe cachaça pra dentro do colégio,
outras vezes uns caras colavam a entrada do colégio de
madrugada pra no dia seguinte ninguém entrar, então
a diretora nazista discursou na rua. Outra tacavam
cadeado no portão pra trancar o povo dentro do
colégio.
Bons tempos.
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
1:35 PM Deixe seu bilhete!
:: Era Uma Vez Segunda-feira, Janeiro 02, 2006...
Tonhão andava pela rua.
De repente, Tonhão ouve um barulho.
De repente, o mundo acaba.
PS: FELIZ 2006 !!!
:: Assim falou
Sir Bruno Velasco Brandani
em
9:51 PM Deixe seu bilhete!
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